Definição do Tema da XII Bienal

Até a III Bienal, ENCAC´2003, realizada em Curitiba, a escolha do tema era feita no âmbito do Comitê Permanente da Bienal.
A partir da IV Bienal, ENCAC´2005, realizada em Maceió, o tema foi definido por meio de consulta e votação no contexto da Lista de Professores de Conforto.
Com a reconstrução do site da Bienal por ocasião da IX edição, a votação passou a ser realizada online através de um questionário.
Nesta XII edição, como era feito no início, o Comitê Permanente definiu o contexto do referencial temático, considerando o conjunto de temas propostos na Lista de Conforto e a atual situação mundial de Pandemia devido a COVID-19.

Os temas das bienais já realizadas encontram-se listados abaixo:

I Bienal – 1999 – Habitação de Interesse Social
II Bienal – 2001 – Arquitetura Bioclimática Escolar
III Bienal – 2003 – Centro de Comércio e Serviços
IV Bienal – 2005 – Edifício Bioclimático para Hospedagem
V Bienal – 2007 – Habitação Multifamiliar Bioclimática
VI Bienal – 2009 – Centro Cultural
VII Bienal – 2011 – Habitação Multifamiliar
VIII Bienal – 2013 – Biblioteca
IX Bienal – 2015 – Abrigos de Emergência
X Bienal – 2017 – Edifícios Verticais de Uso Misto
XI Bienal – 2019 – Estabelecimentos de Saúde

 

Definição do Referencial Temático para a

XII BIENAL de Arquitetura Bioclimática “José Miguel Aroztegui”

XVI ENCAC/XII ELACAC 2021

27 a 30 de octubre de 2021

Palmas/Tocantins – Brasil

 

Desde março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde declarou a COVID-19 como uma pandemia, o mundo enfrenta publicamente um dos maiores desafios do século. A pandemia de COVID-19 tem imposto novos modos de relação entre as pessoas e seus ambientes de vida e nos desafia a avaliar e repensar o habitat humano de modo a acomodar, instrumentar e dar suporte a tais mudanças.

Assim, a XII Bienal aspira promover novas visões da produção do ambiente construído. É praticamente impossível deixar de ver a necessidade da transição na produção de um habitat “sustentável, saudável, flexível e adaptável” devido a novas e inesperadas demandas de sobrevivência. Urge a promoção de novas tipologias de edifícios, ambientes tipológicamente flexíveis e capazes de acomodar multi-funções e/ou possibilitar modificações/adaptações das funções convencionais.

Para o exercício deste desafio, propõe-se os seguintes conjuntos temáticos:

– habitação x escola x escritório/comércio;

– hospedagem permanente/temporária para 3ª idade x estabelecimento de saúde x creche;

– habitação x escola/creche x centro de atividades físicas.

Cada participante poderá escolher um conjunto temático desenvolvê-lo numa única edificação ou num conjunto de edificações interligadas e implantadas num mesmo local. Qualquer que seja a escolha, a proposta edilícia deverá considerar as seguintes condições e critérios:

– adequação ao meio climático e às exigências humanas;

– flexibilidade espacial e adaptação + mix funcional;

– saúde, bem estar e produtividade;

– acessibilidade universal;

– eficiência energética e uso de fontes renováveis;

– promoção de capacitação e transferência (= aprender a fazer, conviver, crescer e colaborar).

– ODS, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável;

Estes critérios, na escala do edifício, devem vir acompanhados de critério semelhante na escala urbana/quadra, com possíveis configurações de conjuntos prediais, favorecendo o uso misto trabalho-residência-saúde-educação, não apenas conjuntos habitacionais, ou conjuntos de escritórios, ou complexos escolares, ou de estabelecimentos de saúde.

Os projetos deverão mostrar e evidenciar como se propõem a implementar as estratégias de projeto e contribuições tecnológicas selecionadas em diferentes climas, e explicar suas considerações ambientais + culturais + econômicas, pois é disso que se trata a sustentabilidade da nova produção de edifícios.

  

Pela Coordenação Geral da Bienal Aroztegui

 

Silvia de Schiller, Argentina

Fernando Oscar Ruttkay Pereira, Brasil

 


Definición de la Referencia Temática para la

XII BIENAL de Arquitetura Bioclimática “José Miguel Aroztegui”

XVI ENCAC/XII ELACAC 2021

27 a 30 de octubre de 2021

Palmas/Tocantins – Brasil

 

Desde marzo de 2020, cuando la Organización Mundial de la Salud declaró al COVID-19 como una pandemia, el mundo enfrenta públicamente uno de los mayores desafíos del siglo. La pandemia del COVID-19 ha impuesto nuevos modos de relación entre las personas y sus ambientes de vida y nos desafía a evaluar y repensar el hábitat humano de modo de acomodar, instrumentar y dar soporte a estos cambios.

 

Así, la XII Bienal aspira promover nuevas visiones de la producción del ambiente construido. Es imposible dejar de ver la necesidad de transición en la producción de un hábitat sustentable, saludable, flexible y adaptable’ debido a las nuevas e inesperadas demandas de sobrevivencia. Urge la promoción de nuevas tipologías de edificios, ambientes tipológicamente flexibles y capaces de acomodar multifunciones y/o posibilitar modificaciones/adaptaciones de las funciones convencionales.

 

Para el ejercicio de este desafío, se proponen los siguientes conjuntos temáticos:

– vivienda x escuela x escritorio/estudio/oficina/comercio.

– hospedaje permanente/temporario para mayores x centro de salud x guardería.

– vivienda x escuela/guardería x centro de actividades físicas.

 

Cada participante podrá elegir un conjunto temático desarrollado en una única edificación o en un conjunto de edificaciones interrelacionadas e implantadas en un mismo sitio. Cualquiera sea la elección, la propuesta edilicia deberá considerar las siguientes condiciones y criterios:

– adecuación al medio climático y a las exigencias humanas.

– flexibilidad espacial y adaptación al mix funcional.

– salud, bienestar y produtividad.

– accesibilidad universal.

– eficiencia energética y uso de fuentes renovables.

– espacios exteriores e intermedios, y el aporte micro climático de la vegetación.

– promover la capacitación y transferencia (= aprender a hacer, convivir, crecer y colaborar).

– ODS, Objetivos del Desarrollo Sustentable.

 

Estos criterios, en la escala del edificio, deben ir acompañados de criterios similares a escala urbana, con posibles configuraciones de conjuntos edilicios, favoreciendo el uso mixto trabajo-residencia-salud-educación, diferente de conjuntos convencionales de vivienda u oficinas, complejos escolares o centros de salud, que faciliten el movimiento peatonal y uso de bicicletas, reduciendo el transporte vehicular privado.

 

Los proyectos deberán mostrar y evidenciar como se propone implementar las estrategias de proyecto y las contribuciones tecnológicas seleccionadas según el clima y explicar sus consideraciones ambientales, culturales y económicas, pues de eso se trata la sustentabilidad de la nueva producción de edificios.

 

Por Coordinación General de la Bienal Aroztegui,

Silvia de Schiller, Argentina.

Fernando Oscar Ruttkay Pereira, Brasil.